É no perrengue que a gente cresce!

Querida amiga expatriada,

perrengue, sabe? Essa é a palavra mais utilizada no vocabulário de uma expatriada, principalmente com filhos(as).

Nesse mundo das redes sociais, a Migs fala “Vou mudar para Paris”. Aí você imagina a bela vendo o por do sol nas escadas em frente a  Sacre Coeur, passeando plena de barco pelo Rio Senna, comprando bolsas caríssimas na Galeria Lafayette, fazendo look do dia na Torre Eiffel e picinic nos jardins de Versailles. Sendo que na verdade, ela está pegando aquele metro capenga com cheiro de desodorante vencido há semanas e se virando para apenas falar croissant em francês.

A gente idealiza, com um filtro romantizado, demais as coisas.

Eu tenho uma coleção de perrengues pelo mundo, e mesmo assim sigo me jogando mundo afora para aumentar essa coleção. Assinado: “a loka assumida”.

Vou contar sobre a minha experiência. Sempre recebo a mesma pergunta.
Fulaninha: Qual país você mais gostou de morar?
Eu: Eu ❤️Londres e sinto falta todos os dias da minha vida!
Fulaninha: Nossa, mas não era muito perrengue?
Eu: Sim, no perrengue a gente aprende e cresce em todos os sentidos.

Se eu tenho um conselho nessa vida é … passe perrengue! Migs, “tá loka”? Só assim a gente valoriza as coisas! E depois vai rir das histórias para contar.

Sobre nossa vida em Santiago, Chile.

No Chile, foi MUITO difícil no começo.

Quando chegamos, abaixo de zero grau e eu não conhecia nenhuma alma. Tivemos uma pisada de bola de amizade (depois tudo se resolveu!).

Moramos dois meses em um flat minúsculo.

Valentina tinha oito meses, muito pequena e eu mãe de primeira viagem totalmente perdida.

Migs, mas depois de uns meses, minha vida era ma-ra-vi-lho-sa!

Eu tinha a Eli (super querida) que me ajudava três vezes na semana por meio período (luxo!). Meu marido voltava do trabalho as 18h, milagre!

Valentina também ía a escola meio período. Pegou 122mil virus, internações e mais um pouco, enfim aquele caos dentro do esperado!

Almoçávamos em vinículas. Íamos a praia no final de semana. Esquiávamos no inverno. Conheci todas as casas/ museus do Pablo Neruda.

Eu fazia academia no prédio.

A comida era deliciosa. Ai que saudade do ceviche e tres leches!

A vista do meu apto era para a Cordilheiras dos Andes com neve.

Minhas amigas eram e são super especiais até hoje.

E no final, consegui um emprego.

O que eu poderia reclamar???

Sobre nossa vida em Londres, Inglaterra.

Mudamos para Londres … bem-vinda aos perrengues!

Foram 32 entrevistas até conseguir um emprego na mesma área/posição do Brasil. Acordava às 5h45 e pegava dois ônibus e quatro metros por dia para ir e voltar do trabalho (lia três livros por mês no trajeto).

Entrava super cedo e saia às 16h30 para voar e pegar as meninas, uma em cada escola – custava 5 pounds o minuto de atraso!

Tive uma mega tristeza e dificuldade para cuidar das duas, na minha licença maternidade (frio+escurecia às 16h+Thiago viajando muito).

Aprendi a criar uma rotina para casa ou ficava louca.Tinha cleaner 5h na semana.

Nos últimos meses babá 4h na semana – uau!

Vic é asmática e tinha duas crises ao mês, no mínimo, e eu não podia ficar com ela em casa porque tinha que trabalhar. E meu chefe, naquela época, não tinha filho e não entendia nada desse paranauê.

Mas azamigas … ah azamigas me ajudaram e me ajudam muito até hoje! Amo demais, vocês.

Londres, não só para mim, mas para outras pessoas que eu convivi é realmente uma cidade bem difícil de morar por N motivos. Grande. Lotada de pessoas. Sempre faz um vento da poha ou chove. Nem sempre tem elevador nas estações para o carrinho de bebe. Tudo, praticamente tudo tem que ser planejado com muita antecedência, pois é a capital do mundo (sei lá depois do Brexit) …

… mas eu amo muito, muito e muito Londres.

Sobre nossa vida em Madri, Espanha.

Mudamos para Madrid.

Como uma pessoa pode reclamar se quando abre a janela tem o céu azul de brigadeiro mais lindo do mundo? 💙

A vida é bem parecida com a da” bolha da classe média brasileira”.

Um dos países menos caros da Europa, depois de Portugal.

Amava nosso apto. O mesmo conceito do Brasil, de condomínio com área comum.

A comida é uma delicia, meldels! Ai que saudade do solomillo!

As meninas demoraram para se adaptar na escola, por conta do espanhol.

Thiago quebrou o joelho e ficou um mês e meio sem andar AND as meninas de férias AND a única ajuda que eu tinha seis horas na semana me deixou na mão.  Quem quer esse combo perfeito?  Perrengue total, mas nessas horas sempre aparece um anjo …  uma super amiga indicou um médico ma-ra-vi-lho-so e serei eternamente grata a ela por isso. Obrigada Mari!

A Kelly apareceu para salvar minha vida no último mês por lá. Tinha muita ajuda – oitooooo horas na semana (rhycah!!!).

Fazia calor, e eu sinto muita falta desse calor. Muita mesmo!

Fiz amigas especias e queridas demais!

Sobre nossa vida em Amsterdam, Holanda.

Em Amsterdam, passei mega perrengue no começo.

Morávamos para Oud Zuid, bairro super maravilhoso e mega bem localizado. Comprei uma BIKE, estava feliz da vida, até que marido foi viajar  a trabalho e adivinha? A minha cleaner, na época, me disse que encontrou um coco de rato na minha tábua de cortar. Migs, eu chorava, dei piti e surtei! Fui falar com os vizinhos e cazamigas. Me senti super idiota, por quê como era o quinto país que eu morava – já me achava a sabidona – e  não sabia que na Holanda tem ratos????

Migs, eu sou sua Migs e vou te contar o que a internet não conta … o povo posta foto nas bikes com cestinhas com flores,  passeando nos canais lindos e casas-barco … mas praticamente TODAS azamigas que conheco, que moram em AMS, já tiveram experiência com rato em casa. Não so um, ta? Uma familia de ratinho de todos os tamanhos!!!!

Para o holandês isso é OK. O cara do meu trabalho, so esse ano, já me mostrou três fotos de ratos que ele pegou dentro da cozinha esse ano. Eu sei de 122mil historias de rato nessa terra! Para mim é nojento.

Até negociar a saída da casa e fechar uma casa nova demorou dois meses, pois o dono queria que pagássemos um ano de aluguel. O que eu fiz? Praticamente não dormi dois meses. Contratei empresa de pest control, veneno, simpatia, rezava, chorava e seguia o baile super na bad.

Resumindo … fiz três mudanças de casa em 2017 em dois países. Sendo que eu já mencionei em outro post que levo a casa toda.

Mudamos para o sul de Amsterdam, para não morar com ratos. Simples assim.

Meu antigo trabalho, de Londres, me chamou para voltar. Duas vezes por semana passo 3h45 no trem/metro para ir e voltar de Rotterdam.

Meu marido viaja uns 12dias por mês (essa parte vai piorar ano que vem) e chega do trabalho depois das 21h todos os dias.

Criei uma rotina de serviços domésticos super estruturada. A Thais megaaaaaaa me ajuda – seis horas de babá na semana (quando estou trabalhando) e seis horas de cleaner …

Eu moro na porta da escola, basta atravessar a rua e três minutos a pé do metro.

Depois dessa explicação toda, hoje, na Holanda, a minha vida é infinitamenteeeee ao cubo “menos perrengue” do que quando morava em Londres.

Tenho mais atribuições no trabalho agora do que antes, mas aprendi a me organizar para curtir mais as meninas, fazer playdates e almoçar cazamigas durante a semana. Também tenho tempo (pouco!) para ir a academia.

Consegui ter o equilíbrio que eu tanto buscava no lado profissional e pessoal  – mesmo ficando morta com farofa muitas vezes. É fodástico!

Sobre o país que eu mais amei morar.

Eu sou apaixonada pela Holanda, mas eu AMO Londres, você me entende?

Lá eu aprendi tanto.

Desde limpar o quintal até sobre fazer uma pausa em uma reunião porque meu colega de trabalho, mulçumano, tinha que rezar no tapete virado a Mecca.

Lá eu cresci tanto!

Lá eu tive minha filha, de parto normal, em um hospital público.

Lá a minha filha mais velha passou a maior parte da vida dela.

Lá era perrengue atrás de perrengue … e isso me fez valorizar tudo o que  já tive e tenho.

Sempre fui super agradecida na vida, mas fiquei muito e muito mais!

E vai saber o que ainda me espera de perrengue pelo mundo afora 🙂 …

A importância de aprender inglês desde sempre!

Querida amiga expatriada,

vamos falar sobre: I speak english!

Eu não tenho como escrever esse post sem começar pela minha mãe. Ela fala pouco inglês, mas viajou e viaja o mundo todo e se vira em qualquer língua – mais precisamente, a língua dela. Mas uma coisa eu tenho certeza, ela é VISIONÁRIA! E eu fui abençoada em ter uma mãezona dessa.

Desde os meus oito anos de idade, me colocou para estudar inglês na Cultura Inglesa. Eu DETESTAVA! Chamava de Tortura Inglesa. E era muita tortura para mim … oh céus, que problema eu tinha, hein?

Além de estudar inglês na escola, eu estudava duas vezes por semana – 1h30 cada aula – desde os  oito até quinze anos. Depois, ela me colocou em outra escola para fazer conversação particular, já que eu tinha muita gramática mas morria de vergonha em falar. Fiquei nessa escola até 20 anos. Como ela achava pouco, me colocou em francês na escola e particular também. Por volta dos 17 anos, comecei a estudar espanhol particular também. E eu? Reclamava, claro, mas nessa época já tinha ideia de como era importante o inglês e outras línguas.

Quando eu tinha 20 anos, morei três meses em Toronto, Canadá. Minha mãe pagou o curso e a casa de família. Nessa parte, tive muita sorte, falo com minha “mãe” de lá até hoje. Eli, miss you! Eu trabalhava no Shakers desde os 18 anos – era uma empresa que contratava estudantes para fazer drinks em festas fechadas. Ganhava por festa R$70,00. Juntei uma graninha e gastei por lá, com passeios e viagens. Assim que eu voltei, comecei a trabalhar full time, nem estágio eu fiz. E eu sei que foi pelo meu nível de inglês.

Por quê falei tudo isso? Porque trabalhei para empresas americanas e finlandesa, no Brasil. Trabalhei em Londres e trabalho aqui, na Holanda. Na mesma carreira que eu tinha no Brasil. Se eu não tivesse estudado inglês, é óbvio que eu não estaria trabalhando hoje.  Mae, I did it! E eu só consegui por você. Muito obrigada por tudo sempre. ❤️

Acho uóóóó quando alguém fala que #partiumundo e fala inglês fluente, sendo que não fala poha nenhuma. Migs, nas minhas primeiras entrevistas em Londres, quando me ligavam … eu não entendia nadica daquele sotaque britânico, mas pedia para mandar um email confirmando o horário e local da entrevista. Aí sim que eu entendia o nome da empresa, finalmente. 😁 Tem palavras que minha filha, Valentina, fala e eu não entendo nada, juro!

Dois momentos foram cruciais para mim. Primeiro, um chefe que eu tive em uma empresa americana. Estava trabalhando no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e estava rolando uma reunião mundial e eu não falei nada. Depois ele veio me perguntar se eu tinha vergonha do meu inglês com sotaque. Outro chefe, dessa vez em Miami, deu um esporro no time da América Latina (inclusive em mim, claro!) perguntando se tínhamos vergonha em falar com sotaque. Finalmente, me desenrolei e sem vergonha nenhuma.

Se eu falo inglês super fluente e fodástica? Não, claro que não, cometo váriossssss erros e tenho muito sotaque (com orgulho!). Falo com qualquer um, inclusive CEO. Brigo em inglês no trabalho e na rua. Faço piadas (essa sou eu!). Não fico pensando antes de falar e nem me corrigindo. Minha filha me corrige … BUT eu não tenho vergonha!

Tenho MUITAS amigas, da minha idade, que estão estudando inglês hoje. Nunca é tarde para começar, mas se puder começar cedo …

 … It’s play time!

Se você está lendo esse post e é mãe, Migs, coloque seu filho/a para estudar inglês desde sempre! Eu sei que você quer que ele/a seja feliz em primeiro lugar, em segundo coloca no inglês, tá?

Super mega ultra indico a escola de uma amiga de infância, a Kathy. Se você mora em São Paulo mande agora um email para a kathy@itsplaytime.com.br/ instagram/ blog

Nosso objetivo é fazer com que o primeiro contato da criança com a lingua ocorra de uma maneira divertida e gostosa.
Queremos proprocionar aos nossos alunos uma relação afetiva com a língua.
Sabemos que muitos pais ficam indecisos na hora de escolher a escola dos filhos. Muitos pensam em uma escola bilingue ou internacional mas acabam desistindo. Mesmo assim eles querem que seus filhos tenham contato com o Inglês desde cedo. Porém, não querem que o filho frequente uma escola de línguas desde pequeno e deixe de ter tempo livre pra brincar. Nossa proposta é exatamente esta. Somos um espaço de recreação em Inglês. Nossas aulas priorizam o brincar. Não utilizamos nenhum material didático. Ensinamos através de jogos, brincadeiras, músicas, atividades artísticas, histórias,  e culinária.
Faixa etária: 3 a 7 anos
Nossas turmas: 4 a 6 alunos por turma
Aulas: Uma vez por semana (2 horas) ou Duas vezes por semana (1hora e 30 min)
Nosso espaço: Uma deliciosa casa, numa rua super tranquila. Além de duas salas temos um lindo jardim com muito verde, horta e árvores.
Localização: Alto de Pinheiros (próximo do Parque Villa Lobos e do Mercado St Marche da Av. São Gualter).

Meus paranauês de beleza.

Querida amiga expatriada,

depois da família, tenho certeza que o que mais sentimos falta no Brasil é de um salão de bairro. Funilaria e pintura: fazer as mãos e os pés, depilação, escova, massagem e sair plena. Ainda bater um papo, tomar café e ver as celebridades e novos rhycos na Caras. Eita que vida fútil delicia! Há mais de cinco anos não faço isso …

Migs, agora vamos voltar para nossa realidade … plena onde? Meldels! Tem dias que me sinto a mulher das cavernas, ainda mais perto dazamigas do Brasil que fazem 122mil tratamentos estéticos.

Qualquer serviço aqui é MUITO caro. Financeiramente não posso pagar, porque minha prioridade é ser rhycah, feliz (sim porque tem muita rhycah que toma anti-depre) e viajar o mundo. Portanto, tive que fazer uns paranauês para manter a dignidade … Migs, vou listar todos os produtos que uso, mas não seja digitalmente influenciada. Veja se isso faz parte da sua realidade ou da sua vida imaginária, como já falei nesse post aqui.

Cabelereiro

Já indiquei nesse post aqui os melhores cabeleireiros da Europa.

A água na Holanda é uma coisa horrorosa para o cabelo. Tem muitooooo calcário. O cabelo fica podre, palha e duro. Eu tenho muito pouco cabelo + essa água podre + chuva + vento diariamente que entra no útero … não da para ficar retocando a raiz. Então resolvi escurecer o cabelo. Fazer mais um estilo “morena iluminada” do que “loira do tchan com cabelo de boneca lavada na pia da cozinha”.

O Gleiton é maravilhoso em coloração. Vale a pena fazer Dia de Princesa lá!

Aqui, na Holanda, custa na média 250€ reflexo/ luzes/ balayage.

Shampoo

Eu tenho pouco cabelo e indico dois shampoos:

✔️Vichy Decos Energisant – compre aqui!

✔️Nioxim – tem seis modelos. Busque de acordo com seu nível de queda de cabelo.

Hidratação

Uma hidratação, por aqui, custa 40/50 euros.

Para economizar tempo e dinheiro, passo o pré-shampoo na hora que estou fazendo o jantar das meninas. Coloco um coque e pronto. Depois que elas dormem, eu lavo o cabelo normalmente. Vocês conhecem esse conceito de pré-shampoo? Joga no Google. Tem outras marcas bem interessantes. Super prático para essa vida expatriada!

Mega ultra indico o da Philip Kingsley Compre aqui!

Também indico a máscara da Sensciense Inner Restore Repair. Compre aqui!

Tem um condicionador mega-ultra-power da  Coco & Eve maravilhosoooo! Compre aqui, no insta da marca. Basta passar um pouco no banho e o cabelo fica mega sedoso.

Minha BFF do Brasil a Debora, minha Hermana do coração, me deu um spray de coco da Laces & Hair. Isso mesmo, aquele salão das blogueiras. É para usar na praia e piscina, como aqui não tem nada disso, eu passo para ir a acadiiiimiiiia.  Vou malhar cheirando a coco (sim, sou dessas!) e depois  lavo o cabelo normalmente.

Secador

Meu marido maravilhoso me deu de Natal, ano passado, um secador Dyson. Sim, é caríssimo mas fodástico! Seca o cabelo em poucos minutos, super leve e mega potente.

Dermatologista

Aqui, na Holanda, para conseguir um médico especialista, só se tiver morrendo ou se já morreu! Não existe médico particular, todos são do sistema público de saúde.

Fui na minha huisarts (médica da família), falei que tenho queda de cabelo. E ela? Fez exame de sangue (milagre, há três anos eu não fazia, juro!)e me mandou tomar vitamina B-12. Tipo assim: obrigada. De nada. Segue o baile … 😁

Make/ Reboco

Migs, eu uso maquiagem todos os dias porque eu gosto. Ponto final. Além disso, mesmo trabalhando em casa três dias da semana, eu faço vários videos calls durante o dia. Portanto, estou sempre maquiada, cabelo arrumado e com um colar bombástico.

Por outro lado, tenho pouquíssima maquiagem. Eu não posso e não preciso ter duas coisas da mesma coisa. Isso é muita coisa. Quanta coisa! Entendeu? Você também não precisa, a não ser que seu trabalho seja maquiadora profissional. Acho lindo aqueles carrinhos de make das blogueiras, mas só mesmo para uma vida imaginária. 😁

Enfim, meus produtos atuais, únicos e queridinhos são:

✔️Base Dior – essa base tem a cobertura bem leve e minha cor é 300.

✔️Rímel da Benefit. Essa marca tem rímel bombástico, mas esse da foto é power.

✔️Iluminador Mac (em pó) ou Dior (em creme).

✔️Blush na cor peach  da Mac.

✔️Lápis de olho: berinjela, azul e grafite. Isso mesmo! Depois que fiz a coloração pessoal, esses são os lápis que combinam com meu tom de pele. Não tenho mais lápis de olhos na cor preta.

✔️Sombra Mac. Sim, tenho somente essa paleta de sombras. Também de acordo com a análise de coloração pessoal.

✔️Corretivo – não uso, sou mãe perfeita plena que dorme a noite toda e não tem olheiras #sqn. Deveria usar, mas ainda não me apaixonei. Aceito dicas, please.

✔️Batom Mac – sim, todos meus batons são da Mac. Meus preferidos são:

Tons de vermelho: Red Rock, Rushian Red e Rubi Woo.

Tons de Rosa:Girl about Town, Mher, Craving, Captive e A Little Tamed.

Tons de inverno: Marsala, Flat ou Fabulous.

Procedimentos estéticos

Migs, bora falar da cara de peixe: cara de botox e preenchimento. ☺️

Boca preenchida, para mim é tipo alergia. Eu tenho uticária gigante e já acordei várias vezes com preenchimento na boca. Migs, para que está feio!

Eu fiz botox pela primeira vez  esse ano, em abril, na região dos olhos e entre as sobrancelhas. Se você mora na Holanda, indico a Derma kliniek. Aqui, custa €200,00 os olhos, testas e sobrancelhas. Não sei o valor de preenchimento.

Vou fazer, de novo, no Brasil mas somente entre as sobrancelhas. Nada de arquear a sobrancelha na Lua ou ficar sem expressão, porque não tem nada a ver comigo.

Cremes para o rosto

Para limpeza, uso a água micelair da La Roche e esse KIT da Clinique.

Anti-rugas

Migs, se você tiver algum paranauê que seja bem prático me passa, por favor! 😚

Pai brasileiro X Pai europeu.

Querida amiga expatriada,

sempre que eu viajo com minhas amigas ou a trabalho, para outro país, alguém pergunta: “E as meninas ficam com quem?” Oxe, com o pai! Com quem deveriam ficar? E deixa eu te contar, ele NUNCA chamou a babá ou a família para ajudar.

Eu tenho uma visão de pais brasileiros totalmente diferente de pais europeus. Essa é a minha experiência, o que eu vejo por aqui há mais de cinco anos. A sua visão pode, e claro deve, ser diferente. Não existe certo ou errado. Existe o que funciona para a sua família.

Pai europeu.

Os pais europeus participam MUITO na vida da família.

Em Londres, sempre revezavam na escola. O pai levava e a mãe buscava. Nos parquinhos, muitos pais com os filhos. Aliás, em todos os lugares!

Na escola das minhas filhas tem alguns casos, onde a mãe trabalha full time e o pai fica com as crianças. Eu não vejo problema algum nisso, até porque eu cresci em uma familia assim. Sem traumas.

Aqui, na Holanda, alguns pais tiram um dia da semana para não trabalhar e ficar com os filhos. Normalmente é na quarta-feira, pois a escola funciona meio período. A empresa permite isso. Chama-se papadag.

Na Alemanha, a licença maternidade/paternidade pode ser dividida entre ambos.

É super normal na aula de natação, no final de semana, as crianças irem com os pais. Outro exemplo, na Holanda, todo sábado tem as competições esportivas pela manhã. Tem muito mais pais do que mães.

Os pais fazem compras, cozinham, limpam e lavam. Enfim, fazem muitos serviços domésticos. Tiveram esse exemplo, desde pequenos, na própria casa.

Aqui, as pessoas, não tem empregada ou diarista. Tem cleaner 3/4 horas na semana (se tiver!).

O conceito de babá é MUITO diferente do Brasil. A babá fica com as crianças quando os pais não estão, entendeu? Ela não vai ficar em casa, se voce está em casa. Os pais chegam, elas vão embora no mesmo minuto. Um dia fui explicar para o pessoal do meu trabalho o conceito de babá folguista, eles acharam surreal! Ninguém paga babá para dormir até mais tarde, porque cada hora do seu sono vai custar no mínimo 10 euros. Ninguém viaja com babá. A babá custa caro, muito caro! E mesmo se podem pagar, esse não é o conceito.

Quando uma amiga do Brasil fala que quer morar fora, e está tirando passaporte para #partiumundo, eu realmente fico só imaginando o marido dela aqui. Migs, caia na realidade! Seu casamento vai acabar, porque vai ser tanta briga que não vai rolar. Tem que se organizar muito bem.

Migs, morar na Europa, sem família e sem ajuda, milagre não tem. Só com PAIZÃO!

Pai brasileiro.

Acho que a nossa geração cresceu diferente. Não existia celular ou ipad. No máximo, era Chaves e Chapolin na TV. Não tínhamos tantas “necessidades” do último lançamento do brinquedo. Brincávamos muito na rua. Tudo era mais simples. Andávamos no porta-malas do carro, sem reclamar, e ainda rindo quando passávamos na lombada. E, principalmente, o merthiolate ardia! 😁

Atualmente, as necessidades tem outras proporções …

O pai brasileiro acha que pagar babá ou empregada significa ajudar. Alô, Planeta Terra chamando!  O pai que não pode pagar babá ou empregada, escala as avós, tia, madrinha, enfim até o papagaio … mas não ajuda!

Querido papai, você não está ajudando. Está apenas exercendo a paternidade, seu papel, entendeu?  #ficaadica. 

Eu conto nos dedos de apenas uma mão os maridos das minhas amigas do Brasil que ajudam em casa. Elas sabem exatamente quem são. Não preciso listar aqui.

Falando sério, Migs. Você, mãe brasileira, deixa o pai fazer as coisas? Óbvio que ele não vai trocar a fralda como você, colocar para dormir como você ou escolher o saia neon-fluffly-tutu do dia como você. Ele vai fazer diferente, e muitas vezes, até melhor! PERMITA-SE. Deixa o pai fazer do jeito dele, em paz, e não fique “de bituca” para controlar se está tudo certinho.

Meu marido já esqueceu o carrinho na rua, em frente a escola, váriassssss vezes, em Londres. Já deixou a fralda de coco dentro da gaveta, da cômoda. Na hora eu dei piti, mas depois morri de rir! Vou fazer o que?

Ele é o responsável por todas as compras da minha casa há meses. Cozinha super bem (muito melhor do que eu!). Coloca roupas para lavar. Leva na escola. Arruma os caxinhos das meninas. Escolhe looks incríveis e mirabolantes. Leva as duas na natação todos os domingos de manhã. Ensina a andar de bike sem rodinhas. Faz as marmitas da escola. Faz special day (sair somente com uma filha). Leva ao cinema, museu, parquinho e fazendinha. Quando eu viajo, ele passa o final de semana fazendo 122mil atividades com elas, sem NENHUMA ajuda, e leva até para o cabelereiro (essa parte me deixa meio tensa)! Elas comem Mc Donalds em todas as refeições. Quando eu volto, Valentina sempre pergunta quando eu vou viajar de novo. 🙂

Ontem fui ao cinema cazamigas. A Vic estava com crise de asma. O que ele fez? Levou ao hospital, fez inalação, comprou remédio, resolveu tudo e NÃO me ligou. Eu só descobri quando cheguei em casa e vi a receita do hospital em cima da mesa. Ele é o pai tanto quanto eu sou a mãe. Esses e outros motivos me fazem ter a consciência tranquila e a certeza que ele é mesmo um homão da poha!

Thiago viaja 12 dias, no mínimo, por mês. Volta do trabalho muito tarde todos os dias, por volta das 21h. Quando não está, Meldels!!!! Eu fico exausta e morta com farofa. Como semana passada, por exemplo. Ele viajou segunda e voltou sábado. Aí eu vejo como ele participa, me ajuda e a falta que faz.

Querida amiga mãe expatriada, não adianta falar que ele trabalha e você não trabalha então tem que fazer tudo. Na na ni na não! Eu não trabalhei quando morávamos em Madrid e ele também exercia a paternidade.

Paixão, muito obrigada por tudo.  Principalmente por criar essas lembranças maravilhosas que as nossas filhas terão para sempre! ❤️

Passeio no parque!

No metro … enquanto eu estava na Polônia cazamigas.

No museu Van Gogh, enquanto eu estava trabalhando em Londres.

Como buscar emprego na Inglaterra. Dicas de uma super amiga, Dona do Rolê em Londres!

Querida amiga expatriada,

já começei do zero em quatro países diferentes com a minha família. Deixa eu te contar a realidade … Migs, quando sua amiga fala que vai morar em Amsterdam, não quer dizer que ela vai passear de barco pelos canais tomando vinho rose, fazer selfie nas pontes com flores, andar de bike como se não houvesse amanhã e fumar maconha 24h do dia. A verdade é que no começo, ela vai ter mais vontade de se jogar em um canal do que qualquer outra coisa. O mesmo vale para Londres, sua amiga vai ter mais vontade de pular do Big Ben no começo do que qualquer outra coisa. Resumindo: a grama do vizinho é sempre mais bonita porque tem filtro. #ficaadica

Imagina você deixar para trás toda sua família, amigos, casa, bens e começar do ZERO em um país onde não conhece ninguém. Oi, bem-vinda!

Nessa vida expatriada, para quem está fora dela sempre enxerga um filtro romantizado e lindo da situação, mas depois de tantas mudanças, posso afirmar com segurança que a realidade está muito longe de ser essa.

Depois de arrumar a vida de toda a familia, fazer mudança de casa, fazer os cadastros no medico da familia, conhecer os vizinhos, entender qual comida comprar, enfim, fazer todas as burocracias … quem sabe depois de uns meses, finalmente, você vai finalmente buscar emprego! Obaaaaa, bora animar porque tem quer muita disposição e animação para aguentar a quantidade de NÃO pela frente.

E agora, por onde começar?

Em primeiro lugar, quero apresentar A Dona da Poha toda! A Dona do Rolê. Minha querida amiga e vizinha (de London), Leticia Coutinho. 💃🏾

“Não poderia começar a minha fala sem rir dessa minha amiga maluca … hahahaha…ai ai!

Então…

Prazer, A Dona da P### Toda! 🙂 Mineira natural, de Montes Claros, e em Londres ha 13 anos. A ideia de vir pra Londres pra mim era tão grande e impossível quanto ir a Lua! Cheguei aqui com ‘dinheiros’ trabalhando por 4 anos como professora e umas vaquinhas (vaca de verdade!) que comprei quando estava na faculdade. Como não conhecia ninguém que já havia ido a ‘Lua’, todas as minha pesquisas foram pela internet mesmo.

Cheguei em 2005 com escola de inglês paga por 6 meses, um mês de acomodação e um dicionário que não largava por nada!

Meu primeiro emprego num hotel em Mayfair, eu consegui através do taxista que me levou do aeroporto pro albergue. Eu não conhecia ninguém e networking…ah? Meu inglês era de zero a pouco, mas eu sabia que eu só conseguiria um emprego legal se eu falasse inglês. Voila! Ladies and gentlemen: cadeira e livro!
Meu primeiro trabalho de “gente grande” foi na British Telecom, quase 2 anos depois da minha chegada, através de uma agência de empregos, e eu trabalhava num call centre. Depois de 2 anos e algumas promoções internas, resolvi trabalhar em vendas. Meu último emprego na BT foi como Gerente de Marketing.
Hoje trabalho como Gerente de Marketing da Rosetta Stone. Me considero muito feliz com o que conquistei até hoje. Poderia talvez ter chegado a um cargo mais alto na BT, mas meus planos e metas pessoais eram de aumentar minha experiência e salário. Para isso, mudei de emprego 4 vezes em 4 anos que mais parece um suicídio profissional. Começar de novo em uma empresa nova não era tarefa fácil (se fosse, todo mundo fazia!). Fiz cursos pra dar aulas de língua estrangeira, me qualifiquei em marketing e agora já estou buscando novos desafios profissionais.
Mas chega de história e vamos ao que interessa, né?
Se eu pudesse dar uma receita sobre como procurar emprego em qualquer lugar do mundo, usaria os seguintes ingredientes:

  • Uma porçao beeeeem generosa de amigos.

Fale pra todo mundo que você conhece que está disponivel para o mercado de trabalho. As pessoas sabem de oportunidades o tempo todo em todos os lugares! Ja cansei de ver a Nati fazer isso. Fale com ela SEMPRE! 😉

  • Adicione tempo e dedicação ao seu currículo e perfil no LinkedIn.

Empresas dificilmente leem currículos. Elas usam um software que busca palavras-chave para determinados trabalhos. Se essas palavras não estiverem lá, é lixo na certa, minha amiga! Faça um currículo para cada trabalho que se candidatar e candidate-se como se aquela fosse a sua única oportunidade.

  • Acrescente conquistas (key achievements) no seu currículo

Metas que ultrapassou, projetos especiais que completou, etc. Quais foram as suas significativas conquistas em cada trabalho que fez?

  • Misture-se e vá a meetups!

https://www.meetup.com/ sobre assuntos do seu interesse.

Já encontrei muita gente legal com ótimas ideias nesses eventos e a grande maioria é gratuito. Se você não ganhar nada, vai conhecer gente e escutar alguém que tenha alguma coisa interessante pra falar.

  • Mexa-se a busque agências de empregos especializadas na sua área de atuação.

Ligue pra essas agências e converse com as pessoas responsáveis por recrutamento. É muito mais fácil lembrar-se de uma conversa com alguém que te passou confiança do que um CV em um papel. Eu nunca obtive sucesso com essas agências grandes como Michael Page, Monster, etc.

  • Experimente fazer entrevistas com amigos e familiares.

Repita respostas para possíveis perguntas.

  • Experimente colocar seu currículo em sites.

Como Reed.co.uk – as pessoas podem te encontrar pelo Google. Já me acharam assim e até trabalhei no lugar!
Faça tudo isso ao mesmo tempo e certamente obterá resultado!

  • Além de tudo isso, crie o hábito de aprender!

Há infinitos cursos de baixo custo de até gratuitos. Eu sou viciada na Udemy, Open University, FutureLearn, Coursera. Há sempre uma maneira de fazer o que já fazemos de uma maneira melhor!

Espero ter ajudado,

Leticia”.

Migs, não posso listar aqui os bens dela, senão alguém vai pedir pensão 😉 … mas ela é fodástica! Atualmente, fala inglês fluente com um sotaque mais British impossível, e está super realizada na vida profissional e pessoal. Afinal, isso que importa! Let Vizinha, desejo todo sucesso do mundo hoje e sempre. Muita saudade!